sexta-feira, 18 de maio de 2012

Qualidade Educacional X Metodologia



Muito é falado sobre melhorias na qualidade Educacional do País, nas inovações tecnológicas, nos avanços da EAD  como um formato de estudo, mas pouquísimo ou nada é falado sobre mudanças na metodologia.

De maneira que, se nem é falado no assunto, obviamente não são promovidas mudanças metodológicas.

Defendo qualidade na Educação, que os alunos desde a Educação Infantil sejam incentivados a pesquisar, argumentar, dividir suas experiências, apresentar hipóteses para a solução de problemas, realizar projetos, tenham a oportunidade de participar de atividades nas quais as tecnologias sejam ferramentas educacionais, etc . Assim, quando chegarem ao nível universitário, poderão também atuar como promotores de mudanças, pois os cursos necessitarão de  adaptação para atendê-los.




É um sonho? quem sabe... vale a relfexão...

A EAD e o Formato dos Cursos

Os formatos dos cursos na EAD seguem rumos diversificados e o mesmo acontece com a metodologia. Cito dois exemplos:


1) Exemplo 1: o aluno recebe textos,  faz provas, responde questionários e sana suas dúvidas com  o tutor. O aluno estuda individualmente e fica depedente do tutor. Geralmente, nesse caso, não se formam turmas e o aluno pode receber exeções dm prazos de tarefas



2) Exemplo 2: o aluno recebe o material de estudo, mais indicação de materiais complementares, tem a liberdade de fazer suas próprias pesquisas acrescentando  ao que foi fornecido e indicado. São promovidas atividades que proporcionam interatividade e interação, trocas de experiências e o tutor é o mediador. Nesse caso, o aluno além de apresentar resultados de estudos e pesquisas também troca experiências e constrói novos conhecimentos e participa e é responsável pela sua aprendizagem. Importante salientar que, nesse caso, existe organização Pedagógica, prazos a cumprir e a turma começa e encerra  o curso no mesmo período. A tutoria e coordenação pedagógica, acompanham todo o processo de aprendizagem de cada aluno, tendo sempre espaço para sanar dúvidas e nunca o aluno pode ficar sem feedback.

Para ambos os formatos existem cursos que enviam impressos para o aluno, os materiais didáticos e Cetificados. Outros optam por disponibilizar na própria Plataforma Virtual, permitindo  ao  aluno a autonomia para efetuar o download dos materiais didáticos e a geração do seu certificado.


No entanto, existem alunos que não se adaptam ao  descrito no "Exemplo 2", talvez em virtude do hábito (cultura) do sistema da educação formal presencial, na qual o professor cobra prazos e as provas são os objetos da avaliação. De maneira que os alunos estudam para obter aprovação nas provas e isso basta.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Informática Educativa X Fast Food

É necessário  um olhar crítico no que se refere à Informática Educativa.Alguns fatores preocupantes:

1)  Informática Educativa: expressão corriqueira e objeto de marketing, atrelada à "Aulas de Informática", atividades extras curriculares. 
2) Pais: por desconhecerem questões pedagógicas, não debatem com a escola o uso pedagógico da Informática.

3) Profissionais: nem todos os profissionais, terceirizados ou funcionários, possuem formação Pedagógica e em Tecnologias na Educação, para atender aos alunos. Exemplo1: estagiária de informática do curso de Redes de Computadores; Exemplo2: Pedagoga sem qualquer conhecimento em Tecnologias Educacionais.

4) Resistência das Escolas: a escola não aceita a Informática Educativa porque os pais não se interessaram.


 Reflexão:

1) Alunos da Educação Infantil, necessitam de "Aulas de Informática"? Essa  expressão é adequada?
2) É explicado aos pais a função da Informática enquanto ferramenta pedagógica ?
3) Quais as vantagens na aprendizagem e os possíveis danos aos alunos atendidos por profissionais sem as Formações Acadêmicas necessárias: Pedagogia e Tecnologias Educacionais?
4) São os pais que definem os atividades pedagógicas da escola?

É importante que a Informática Educativa seja  adequadamente enquadrada no ambiente educacional, como uma ferramenta pedagógica orientada pelos Projetos Pedadógicos que são os norteadores de todas as atividades desenvolvidas. E, os profissionais envolvidos tenham a devida formação pedagógica e em tecnologias. Do contrário, pode-se ter um "fast food" ou "pacotes prontos", de prateleira - quando a qualidade da Educação não é considerada fator relevante.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Informática na Educação


A escola necessita adequar-se para cumprir o seu papel  social na sociedade tecnológica na qual está inserida. Principalmente, pensar em mudanças  na metodologia  para  a utilização  adequada dos recursos tecnológicos no ambiente escolar. Sendo as tecnologias recursos pedagógicos aliados aos demais que a escola utiliza e que fazem parte dos Projetos Pedagógicos.



É imprescindível que o professor participe de Formação Continuada, prepare-se para utilizar as tecnologias diversas  como ferramentas a serviço da Educação,  nas situações pedagógicas que promove, para garantir a eficácia do seu trabalho de Educador comprometido com a formação de cidadãos. 
Os alunos, são "nativos digitais",  e "ensinar" a eles utilizar computador ou outros aparatos tecnológicos não é o objetivo da escola, exceto das escolas técnicas. 
Para estudantes da Educação Infantil e dos Anos Iniciais, por exemplo, a expressão "Aulas de Informática" é inadequada. Para alunos do Ensino Médio, somente se aplica corretamente tal expressão, para os casos de cursos técnicos profissionalizantes.


(...) Em  linhas  gerais, a  Informática  na  Educação  significa a inserção  do  computador  no  processo  de  ensino-aprendizagem  dos  conteúdos curriculares de  todos os níveis e  modalidades da educação. Os assuntos de uma determinada  disciplina  da  grade curricular  são  desenvolvidos  por  intermédio  do  computador. Uma  vez  isso  posto, a  primeira  distinção  que é necessário explicitar  é  que  essa  visão elimina o  uso  do computador  para  ensinar  conteúdos de ciência da computação  ou "alfabetização em informática (...)".   José Armando Valente

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

EAD - Cursos Livres e alunos Livres para optar



Para obter sucesso, ao optar por um curso em EAD, o futuro aluno poderá buscar informações relacionadas  ...

  

 ...  à Metodologia adotada no curso,
... ao conteúdo programático
... aos prazos para feedback da tutoria ,
... à qualificação da tutoria,
... às regras para a boa convivência no AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem),
... à qualificação do(s) profissional(is)  responsável(is) técnico/pedagógico pelos cursos:
... à interatividade: prazos para entrega de tarefas e participações em eventos,
...  à Certificação: como funciona, o que é necessário para obter o certificado de conclusão do curso.

São dicas básicas que podem auxiliar para  que o aluno não seja prejudicado após efetuar a inscrição num curso Livre em EAD. Lembrando que a insatisfação gera falta de estímulo impactando na aprendizagem.

Quanto mais informações obtiver, mais segurança terá para fazer as escolhas adequadas de acordo com o que deseja !

Cursos em EAD: planejamento ou desordem ?

Voltando os olhares à organização dos cursos Livres na EAD, torna-se necessário prestar atenção pois existem casos nos quais  possivilemente as questões educacionais e de tecnologias ficam relegadas a um segundo plano, em virtude dos baixos valores cobrados dos alunos, pois manter a estrutura tecnológica e os profissionais envolvidos e as atualizações dos materias didáticos gera custo e não é baixo ! 
Há uma ligação direta entre qualidade e custo
No entanto, há cursos com custo mais elevado que igualmente não possuem qualidade. E, em muitos cursos é repetido o mesmo processo obsoleto da modalidade presencial apenas utilizando as tecnologias, é transferido o formato presencial, para a EAD.
 Os cursos em EAD devem possuir planejamento, cronograma a ser cumprido,  prazos  para entrega de tarefas e participação em diversas atividades propostas. A organização é imprescindível tanto para os tutores e demais profissionais, quanto para os alunos que terão a sua organização pessoal de acordo com os compromissos assumidos com o curso. Mas, se ao ingressar num curso o aluno não for orientado quanto à metodologia, às regras de funcionamento das comunicações no ambiente, dos prazos a serem cumpridos, certamente correrá o risco de encontrar um curso desorganizado.
Caso a metodologia utilizada for Instrucicionista, não haverá a preocupação com turmas, cada aluno  realizará  o curso individualmente. 
No entanto, se a metodologia prevê a construção de conhecimentos, as trocas de experiências, o aluno participará junto a um grupo, uma turma - haverá o comprometimento com o seu crescimento e o crescimento dos demais colegas. Ocorrerão construções de novos conhecimentos e os conhecimentos prévios serão valorizados. Nesse caso, é muito mais do que ler e responder provas ou questionários, e também será valorizado:  pensar, criar, expor opiniões, dividir experiências, construir, descontruir e reconstruir.

Independentemente  do formato de um curso na EAD, a organização  causará impacto no processo de ensino e de  aprendizagem  !






quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Proposta regulamenta a tutoria em EAD

http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/207769-PROPOSTA-REGULAMENTA-TUTORIA-EM-EDUCACAO-A-DISTANCIA.html

Fonte: 'Agência Câmara de Notícias'


Proposta regulamenta tutoria em educação a distância

Jorge Serejo
Ricardo Izar
Ricardo Izar estabelece certificação e formação mínima para tutores.
A atividade de tutoria em educação a distância poderá ser regulamentada pelo Projeto de Lei 2435/11, do deputado Ricardo Izar (PSD-SP), em análise na Câmara. A proposta define a atividade como a interação, a mediação e a facilitação do processo de ensino-aprendizagem, com foco na inserção dos recursos tecnológicos na cultura de valores dos alunos.
O texto prevê, por exemplo, que, nos cursos livres de educação a distância, serão considerados habilitados e/ou certificados para o exercício da atividade de tutoria os concluintes do ensino médio ou superior, com formação técnica de no mínimo 180 horas na área correlata aos cursos em que pretende atuar. A proposta ainda tornar obrigatória a apresentação de certificado expedido por instituição idônea.
Obrigações
Nos casos de cursos credenciados ou autorizados pelos sistemas de ensino federal e estaduais, só poderão exercer a atividade os concluintes do ensino superior, preferencialmente com especialização lato sensu. A habilitação e/ou certificação também será obrigatória e poderá ser oferecida por instituições públicas ou privadas, com carga horária nunca inferior a 420 horas.
O projeto isenta da obrigatoriedade de certificação os concluintes de ensino médio técnico ou superior tecnólogo, desde que seja para atuar na área de mesma formação. Também ficam isentos os tutores de educação a distância que estejam ininterruptamente em exercício há pelo menos 3 anos, até a data da publicação da lei.
Objetivos e atribuição
O tutor terá como objetivos, entre outros, garantir a descentralização, a capilarização e a universalização da oferta do ensino de qualidade; dar celeridade e interatividade na divulgação de informações e solução de dúvidas; e aprimorar o ensino-aprendizagem.
Entre suas atribuições, estão a de: assumir disciplinas e funções que exijam conhecimentos próprios da tutoria; fazer treinamento, avaliação e supervisão direta de estagiários em tutoria; e elaborar provas, presidir e compor bancas de exames e comissões julgadoras de concursos ou outras formas de seleção para tutores.
Novas alternativas
Ricardo Izar afirma que, com o avanço das tecnologias de informação e comunicação, a educação a distância se beneficiou, ampliando as alternativas para geração de conhecimento e de processos pedagógicos.
“As fontes eletrônicas de informação trazem possibilidades quase inesgotáveis para a aprendizagem através da imensa variedade de recursos disponíveis na web”, afirma o deputado, lembrando que, atualmente, há 35 mil tutores, sendo 10 mil somente nas universidades abertas do Brasil.
Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Jaciene Alves
Edição – Maria Clarice Dias

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara de Notícias'

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

EAD: Interação e Interatividade


Há diferença entre  Interatividade e Interação ?

Para responder ao questionamento, Villardi (2003) nos diz que:


"A educação a distância não pode realizar-se sem a interação, processo pelo qual o indivíduo é afetado pela presença do outro, que se dá por meio da colaboração, da crítica, da análise diferenciada, da presença de um outro ponto de vista. Ao contrário da simples interatividade, de onde podemos esperar apenas as trocas, a interação culmina em uma mudança de concepções, em uma construção de conhecimentos a partir da reflexão e da crítica, que se dá em ambientes cooperativos, onde é possível a aprendizagem significativa." 


A Interação  é fator relevante e deve predominar na EAD, havendo a necessidade de cursos  formatados em Metodologia que valorize a Interação, não só a Interatividade.

A Aprendizagem Colaborativa ou Aprendizagem Cooperativa é um exemplo de aplicação prática da Interação.






sábado, 24 de dezembro de 2011

O futuro da Educação

Artigo que demonstra a realidade, para a qual caminha a Educação:

http://www.professortic.com/2011/12/15-coisas-que-serao-obsoletas-na-educacao-ate-2020/



Na verdade, pessoas que não se preparam para a evolução, já estão obsoletas desde sempre. Lembrando que as metodologias e equipamentos são produções das pessoas, logo ...